segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Chuva de Verão
Foi após as chuvas do final do Verão, quando a terra, seca e gretada foi banhada pelo elixir da vida. Um símbolo de esperança e renascer iminente. O recomeço. O sonho.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
O que vejo ao espelho (aos 26 anos)
És grande, grande de mais.
Gostas de sumo de laranja, de bacalhau com natas,
de um abacaxi bem doce.
És gulosa. Pintas os sonhos de côr-de-rosa!
Queres o dom, o tom e o som,
a receita certa para estar.
Gostas que te façam rir.
Por vezes precisas de chorar.
És uma menina. És uma mulher.
És um rochedo. És um cristal.
Andas, procuras, anseias encontrar...
Encontrar algo, alguém, tu mesma.
Talvez entender que reflexo é aquele
que teima em não sair do espelho.
Gostas de sumo de laranja, de bacalhau com natas,
de um abacaxi bem doce.
És gulosa. Pintas os sonhos de côr-de-rosa!
Queres o dom, o tom e o som,
a receita certa para estar.
Gostas que te façam rir.
Por vezes precisas de chorar.
És uma menina. És uma mulher.
És um rochedo. És um cristal.
Andas, procuras, anseias encontrar...
Encontrar algo, alguém, tu mesma.
Talvez entender que reflexo é aquele
que teima em não sair do espelho.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Coisas dos astros
Vou começar esta página com aquela frase repetida por quase todos os mortais que conheço.
Não acredito nos horóscopos que vêm nas revistas e nos jornais, e as poucas vezes que os leio é apenas por curiosidade e diversão.
E isto é realmente verdade!
Não acredito nas previsões dadas para a saúde, trabalho e amor, escritas em 3 micro-linhas de texto. No entanto, é verdade que pessoas dum mesmo signo partilham algumas características de personalidade. O meu signo é capricórnio, e acho que possuo muitas das características que atribuem a este signo.
E neste aspecto até os argumentos dos mais descrentes me farão mudar de ideias. É a tal história, se as fazes da lua podem influenciar as marés, porque não seremos influenciados pela posição dos astros?
Nasci no dia de transição entre dois signos, e há alguns anos, na fase da adolescência, comecei a reparar que algumas revistas diziam que eu era sagitário, outras que era capricórnio... estranho não?
Se fosse uma seguidora dos horóscopos das revistas podia ter ficado com dúvidas existenciais, quem sabe até ter criado uma dupla personalidade.
Mas o que é certo é que nunca liguei muito a isso, nem nunca pensei a sério no assunto. Era capricórnio e pronto.
O que é curioso é que este blog desvendou a razão desta indefinição. Não acreditam??
É verdade!
Quando estava a definir o perfil no blogspot e inseri a minha data de nascimento, não indiquei o ano. Para meu espanto e irritação disseram-me automaticamente que era sagitário... Ainda pensei eliminar esta parte do perfil, mas lá insisti e indiquei o belo ano em que nasci! E aí... pois é, já era capricórnio!!!
Experimentei com anos diferentes, para ver o que diziam e cheguei à conclusão que dependendo do ano, pessoas nascidas no mesmo dia podem ter signos diferentes.
Não sei se isto é uma grande novidade para vocês, para mim sim!
Neste momento, os mais entendidos na matéria devem estar a pensar que não percebo nada destas coisas, o que a mais pura verdade!
O que consigo deduzir é que a posição das constelações não é exactamente igual ano após ano, podendo variar por um ou dois dias (o que à partida até faz sentido), o que faz variar o signo dos nativos de determinada data.
E isto partindo do princípio que o blogspot tem um especialista em astrologia!
Não acredito nos horóscopos que vêm nas revistas e nos jornais, e as poucas vezes que os leio é apenas por curiosidade e diversão.
E isto é realmente verdade!
Não acredito nas previsões dadas para a saúde, trabalho e amor, escritas em 3 micro-linhas de texto. No entanto, é verdade que pessoas dum mesmo signo partilham algumas características de personalidade. O meu signo é capricórnio, e acho que possuo muitas das características que atribuem a este signo.
E neste aspecto até os argumentos dos mais descrentes me farão mudar de ideias. É a tal história, se as fazes da lua podem influenciar as marés, porque não seremos influenciados pela posição dos astros?
Nasci no dia de transição entre dois signos, e há alguns anos, na fase da adolescência, comecei a reparar que algumas revistas diziam que eu era sagitário, outras que era capricórnio... estranho não?
Se fosse uma seguidora dos horóscopos das revistas podia ter ficado com dúvidas existenciais, quem sabe até ter criado uma dupla personalidade.
Mas o que é certo é que nunca liguei muito a isso, nem nunca pensei a sério no assunto. Era capricórnio e pronto.
O que é curioso é que este blog desvendou a razão desta indefinição. Não acreditam??
É verdade!
Quando estava a definir o perfil no blogspot e inseri a minha data de nascimento, não indiquei o ano. Para meu espanto e irritação disseram-me automaticamente que era sagitário... Ainda pensei eliminar esta parte do perfil, mas lá insisti e indiquei o belo ano em que nasci! E aí... pois é, já era capricórnio!!!
Experimentei com anos diferentes, para ver o que diziam e cheguei à conclusão que dependendo do ano, pessoas nascidas no mesmo dia podem ter signos diferentes.
Não sei se isto é uma grande novidade para vocês, para mim sim!
Neste momento, os mais entendidos na matéria devem estar a pensar que não percebo nada destas coisas, o que a mais pura verdade!
O que consigo deduzir é que a posição das constelações não é exactamente igual ano após ano, podendo variar por um ou dois dias (o que à partida até faz sentido), o que faz variar o signo dos nativos de determinada data.
E isto partindo do princípio que o blogspot tem um especialista em astrologia!
domingo, 9 de setembro de 2007
Acho que estou d...
As pálpebras pesam,
Os olhos ardem ligeiramente,
O nariz está entupido,
A garganta também se queixa, ainda que de mansinho.
Tenho uma dor de cabeça ligeira, mas persistente
O pescoço e os ombros estão doridos.
De tempos a tempos
O meu corpo tenta combater as mazelas
provocadas pelas mudanças térmicas e pelo trabalho de campo intensivo
E aí transpiro... tenho frio e calor,
Bolas... acho que estou doente...
Os olhos ardem ligeiramente,
O nariz está entupido,
A garganta também se queixa, ainda que de mansinho.
Tenho uma dor de cabeça ligeira, mas persistente
O pescoço e os ombros estão doridos.
De tempos a tempos
O meu corpo tenta combater as mazelas
provocadas pelas mudanças térmicas e pelo trabalho de campo intensivo
E aí transpiro... tenho frio e calor,
Bolas... acho que estou doente...
domingo, 2 de setembro de 2007
Atletismo
Apesar de nunca ter gostado de fazer qualquer uma das provas do atletismo (bem... nunca experimentei o salto à vara, quem sabe se até tenho queda para essa?), os acasos da vida fizeram com que gostasse bastante deste desporto.
Não sou nenhuma entendida, conheço apenas algumas caras e alguns nomes, mas este é um desporto que me faz vibrar.
Gosto de ficar agarrada às imagens da televisão, ver quem chega mais rápido, observar a trajectória do corpo que vai mais longe, perceber como se chega mais além e, quem sabe, ver um atleta quebrar um record, pessoal, nacional ou até mundial!
É incrível como o corpo humano pode ser trabalhado e moldado com tamanha especificidade!
E é fantástico como cada prova tem um "corpo tipo" talhado à medida!
Agora que termina o Campeonato Mundial em Osaka espero pelos Jogos Olímpicos já do próximo ano! Esperemos que o Rui Silva já possa entrar em acção!
Já agora, sabiam que a distância de 17.74m que deu a vitória ao Nelson Évora no Triplo Salto é a vigésima melhor marca mundial de sempre?
Não sou nenhuma entendida, conheço apenas algumas caras e alguns nomes, mas este é um desporto que me faz vibrar.
Gosto de ficar agarrada às imagens da televisão, ver quem chega mais rápido, observar a trajectória do corpo que vai mais longe, perceber como se chega mais além e, quem sabe, ver um atleta quebrar um record, pessoal, nacional ou até mundial!
É incrível como o corpo humano pode ser trabalhado e moldado com tamanha especificidade!
E é fantástico como cada prova tem um "corpo tipo" talhado à medida!
Agora que termina o Campeonato Mundial em Osaka espero pelos Jogos Olímpicos já do próximo ano! Esperemos que o Rui Silva já possa entrar em acção!
Já agora, sabiam que a distância de 17.74m que deu a vitória ao Nelson Évora no Triplo Salto é a vigésima melhor marca mundial de sempre?
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
Fantasmas
Alguma música tem a capacidade de chegar ao meu íntimo, despertar um sem fim de emoções e fazer-me sentir e pensar. São incríveis os efeitos que a conjugação de notas, acordos, palavras, vozes e/ou instrumentos podem ter.
Todos temos fases em que determinada música não nos sai da cabeça, e há sempre aqueles temas que nos lembram um determinado acontecimento, um sítio ou uma pessoa especial. Há músicas que nos fazem sentir bem, outras, mantém-nos em baixo.
"Don't stop me now" dos Queen enche-me de energia e faz-me sentir imparável. "Nessun Dorma" do Puccini arrepia-me! Já quando me sinto em baixo, Enya é um verdadeiro bálsamo.
Nos últimos dias, a música "Quem me leva os meus fantasmas" do Pedro Abrunhosa & Bandemónio não me sai da cabeça. Hoje, não tem sido excepção. Gosto da música, mas confesso que esta invasão cerebral me tem incomodado.
Já viram o videoclip?
Desde que o vi a música em questão adquiriu um novo significado. Aqueles rostos espelham verdadeiros fantasmas, fantasmas que fazem os meus parecer tão insignificantes. Sinto-me tão pequenina.
É dificil imaginar o que pode ter transformado aqueles rostos.
Será que os meus fantasmas me podem transformar num espectro de mim mesma?
Seguindo uma onda optimista proponho que afastemos as nuvens negras e exorcisemos os nossos fantasmas. Assim, sugiro algumas respostas para as questões mais do que pertinentes da canção:
De que serve o mapa se o fim está traçado?
Podem sempre encontrar-se atalhos! O caminho que fazemos até à chegada pode fazer toda a diferença, no final todos temos o mesmo fim.
De que serve terra à vista se o barco está parado?
Há que ser desenrascado! Que tal ir a nado?
De que serve ter a chave se a porta está aberta?
Uma chave também serve para fechar. E há coisas que merecem estar trancadas!
De que servem as palavras se a casa está deserta?
Esta é mais difícil... mas as palavras podem servir para chamar e aproximar!
Quem me leva os meus fantasmas,
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?
Acredito que a esta só cada um pode responder. Mas aqui fica uma dica: não será melhor procurar as respostas em nós mesmos, em vez de ficar à espera que alguém nos salve?
Todos temos fases em que determinada música não nos sai da cabeça, e há sempre aqueles temas que nos lembram um determinado acontecimento, um sítio ou uma pessoa especial. Há músicas que nos fazem sentir bem, outras, mantém-nos em baixo.
"Don't stop me now" dos Queen enche-me de energia e faz-me sentir imparável. "Nessun Dorma" do Puccini arrepia-me! Já quando me sinto em baixo, Enya é um verdadeiro bálsamo.
Nos últimos dias, a música "Quem me leva os meus fantasmas" do Pedro Abrunhosa & Bandemónio não me sai da cabeça. Hoje, não tem sido excepção. Gosto da música, mas confesso que esta invasão cerebral me tem incomodado.
Já viram o videoclip?
Desde que o vi a música em questão adquiriu um novo significado. Aqueles rostos espelham verdadeiros fantasmas, fantasmas que fazem os meus parecer tão insignificantes. Sinto-me tão pequenina.
É dificil imaginar o que pode ter transformado aqueles rostos.
Será que os meus fantasmas me podem transformar num espectro de mim mesma?
Seguindo uma onda optimista proponho que afastemos as nuvens negras e exorcisemos os nossos fantasmas. Assim, sugiro algumas respostas para as questões mais do que pertinentes da canção:
De que serve o mapa se o fim está traçado?
Podem sempre encontrar-se atalhos! O caminho que fazemos até à chegada pode fazer toda a diferença, no final todos temos o mesmo fim.
De que serve terra à vista se o barco está parado?
Há que ser desenrascado! Que tal ir a nado?
De que serve ter a chave se a porta está aberta?
Uma chave também serve para fechar. E há coisas que merecem estar trancadas!
De que servem as palavras se a casa está deserta?
Esta é mais difícil... mas as palavras podem servir para chamar e aproximar!
Quem me leva os meus fantasmas,
Quem me salva desta espada,
Quem me diz onde é a estrada?
Acredito que a esta só cada um pode responder. Mas aqui fica uma dica: não será melhor procurar as respostas em nós mesmos, em vez de ficar à espera que alguém nos salve?
Primeira página
Acredito sinceramente que tudo na vida tem um momento certo. Não vale a pena apressar nem impor, pois ele surgirá.
Não que use esta máxima como desculpa para ficar à espera que "o destino me bata à porta", pois não gosto de me sentir refém e, muito menos, de ver a vida escapar.
Por muito que gostassemos que fosse de outra forma, não controlamos a maioria dos acontecimentos que pautam a nossa vida, especialmente os que têm tendência para ser relevantes. Isso é fonte de desilusão, frustração, mágoas e tristezas, mas também é o que nos permite ter magnífica capacidade de sonhar, e quem sabe, acreditar.
Eu acredito.
Acredito na infinita capacidade de sonhar e de realizar.
Acredito que a vida tem infinitas maravilhas, aqui, bem perto. Por vezes basta olhar de forma diferente, acolher o que à partida parece pouco, e lutar para que cresça e floresça. O importante é manter o coração aberto e permitir-se viver! Pois acredito que existem muitas boas surpresas à espera!
No entanto, também acredito que existe mal.
... aquela que pretendia ser uma curta e simples mensagem de que este é o momento certo para iniciar um blog perdeu-se no emaranhado de ideias e palavras. Ficou então uma pequena apresentação para não me conhece, ou uma revelação para os outros, quem sabe?
De qualquer forma, o blog que hoje se inicia é apenas uma forma de abrir o meu caderninho, deixando alguns pensamentos à solta. Não tem tema definido, nem vai ser sempre tão idealista como esta primeira página. Acredito que terá de tudo um pouco.
Não que use esta máxima como desculpa para ficar à espera que "o destino me bata à porta", pois não gosto de me sentir refém e, muito menos, de ver a vida escapar.
Por muito que gostassemos que fosse de outra forma, não controlamos a maioria dos acontecimentos que pautam a nossa vida, especialmente os que têm tendência para ser relevantes. Isso é fonte de desilusão, frustração, mágoas e tristezas, mas também é o que nos permite ter magnífica capacidade de sonhar, e quem sabe, acreditar.
Eu acredito.
Acredito na infinita capacidade de sonhar e de realizar.
Acredito que a vida tem infinitas maravilhas, aqui, bem perto. Por vezes basta olhar de forma diferente, acolher o que à partida parece pouco, e lutar para que cresça e floresça. O importante é manter o coração aberto e permitir-se viver! Pois acredito que existem muitas boas surpresas à espera!
No entanto, também acredito que existe mal.
... aquela que pretendia ser uma curta e simples mensagem de que este é o momento certo para iniciar um blog perdeu-se no emaranhado de ideias e palavras. Ficou então uma pequena apresentação para não me conhece, ou uma revelação para os outros, quem sabe?
De qualquer forma, o blog que hoje se inicia é apenas uma forma de abrir o meu caderninho, deixando alguns pensamentos à solta. Não tem tema definido, nem vai ser sempre tão idealista como esta primeira página. Acredito que terá de tudo um pouco.
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